A situação da sociedade atual é atual?

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A situação da sociedade atual é atual?

Mensagem  Renato em Qui Jan 31, 2008 12:42 pm

Não digitei o título errado hehehehehehe.

Na verdade o que quero perguntar é: Os problemas sociais que temos hoje são uma novidade na história do mundo?
E aí vem outras indagações:
Como cristãos, como devemos reagir ao sistema econômico que está intalado atualmente no mundo? O que devemos pensar sobre esse assunto?

Bom... o motivo de eu colocar isso em pauta é o texto que acabei ler sobre Lutero. Na verdade é uma simulação de entrevista publicada na revista Ultimato. As respostas são do Lutero mesmo, só que o autor montou no formato de uma entrevista.

Acho que seria legal discutirmos esse assunto, por que é atual e influencia diretamente na forma como vivemos.

Vou deixar o link do site e depois coloco o link pra baixarmos o texto.

Simulação de entrevista com Martinho Lutero

Abraços vasos!!!

Renato.

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Excelente tópico, vaso!

Mensagem  Daniel em Qui Fev 28, 2008 3:01 pm

Vaso, este é um excelente tópico, em minha opinião. Quando a gente vê o caos social no qual vivemos, temos a tendência de acharmos que é o pior que a história já presenciou. Por muito tempo achei isso. Nós temos vivido um terror social (sobretudo no Brasil). Contudo, penso o seguinte:
1. Por causa da graça comum sobre os homens e da presença da Igreja de Cristo no mundo, Deus não permite que a sociedade esteja tão mal quanto poderia estar. Por mais que estejamos mal, poderíamos estar muito piores, não fosse a graça de Deus sobre a sociedade, não fosse o trabalho da igreja derrubando as portas do inferno, não fosse a providência de Deus, as coisas estariam infinitamente piores.

2. Além de considerar os pontos mencionados acima, penso que as Escrituras nos mostram períodos piores. Alguns momentos da história de Israel são narrados pelos profetas como ruas de sangue, mortos espalhados pelas cidades, etc. Sodoma e Gomorra foram alvo de grande ira de Deus. Além disso, Noé e sua família viram sua geração ser aniquilada por causa da maldade do homem. Períodos terríveis na história. Isso não significa que hoje estamos no céu. Só significa, para mim, que a história já experimentou períodos piores e que, se ainda estamos aqui, é porque deus tem sido longânimo... e muito.
Vasos, vocÊs são amados e cheios de azeite... foi bom encontrá-los esta semana... Aquele abraço!!!

Daniel

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responsabilidade

Mensagem  caioperes em Ter Mar 04, 2008 12:52 pm

Lendo o texto, me lembrei de duas coisas que li já há um tempo. Esses dois exemplos me falam um pouco sobre as nossas responsabilidades práticas e individuais numa situação que é tão parecida quanto a descrita por Lutero.

Lendo um livro sobre a Reforma havia uma citação sobre Lutero de que toda quantia de dinheiro que ele ganhava e que fosse algo mais do que ele necessitava ele automaticamente dava pra outra ou outras pessoas. E ao ser perguntado a respeito de tal ato ele dizia que tinha medo de acabar por receber o seu galardão aqui na terra. (um texto dos evangelhos diz que Jesus, fazendo referência aos fariseus, falava que eles já haviam recebido o seu galardão dos homens e por isso não receberiam de Deus).

E a outra citação é a de um autor chamado Arthur W. Pink que dizia que não é possível ao homem manter sua mente elevada e pensante nas coisas lá do alto e ao mesmo tempo pensar em qual casaco comprará no próximo inverno.

A primeira coisa que me vem a cabeça ao ler sobre este assunto é o quão rico nós somos. Sempre pensei naquele texto em que Jesus diz que é muito difícil para um rico entrar no Reino de Deus e se contextualizarmos este texto, quem de nós não é rico? Ao meu ver, tendo como referência o tempo de Jesus, somos ricos. Essa citação do Pink também me diz muito, porque ele menciona um casaco de inverno. Ele viveu no início do século 20 e achava algo absurdo alguém comprar um casaco de inverno por ano imagine se ele vivesse nos dias de hoje e percebesse que muitos cristão pensam em "casacos de inverno" mensalmente ou até semanalmente.

Será que temos recebido o nosso galardão aqui na terra já? Queira Deus que não. Tenho pensado e me esforçado pra aplicar o dinheiro que Deus tem me confiado pra administrar, nas coisas que me trarão benefícios reais. Muitas vezes essa aplicação está em algo que não virá a pertencer a mim, mas a outro.

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Mordomia

Mensagem  Daniel em Ter Mar 04, 2008 1:41 pm

Caio, concordo com você quando você fala sobre nossos "investimentos" aqui na terra. Claro que isso não significa que não devemos nos preocupar com nada, nem nos precavermos. O problema não está, penso eu, em comprarmos coisas para nós ou em investirmos em coisas materiais, mas em fazermos disso a razão da nossa vida e priorizarmos nossos caprichos em detrimento da ajuda ao próximo.
Creio que uma das nossas dificuldades é de entender que tudo o que temos é de Deus; somos apenas mordomos, administradores. Se soubéssemos disso em nosso dia a dia, penso que usaríamos melhor os recursos que Deus tem colocado em nossas mãos. Não sei se seria tão extremo quanto o Pink, a ponto de dizer que é impossível pensar em algo desta natureza (como comprar o casaco de inverno) e cogitar ao mesmo tempo das coisas do reino.
Temos de tomar cuidado para não cairmos no extremo oposto. Se, por um lado, há os que só pensam em satisfazer seus próprios interesses, comprando o que desejam e gastando o dinheiro em qualquer coisa, por outro há os que acham que espiritualidade é não ter nada nem fazer nada em benefício próprio. Sei que este não é o caso do Pink, nem do Caio (espero que não, hein vaso..ahahah), mas muitas ordens, na Idade Média, começaram a viver assim e ainda há quem viva até hoje, achando que, deste modo, estão agradando a Deus.
O desafio é administrar o que é de Deus (e pensamos ser nosso) da melhor forma possível, penso eu! Grande abraço a todos os vasos! Daniel

Daniel

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indeed

Mensagem  caioperes em Ter Mar 04, 2008 5:01 pm

Com certeza Daniel. A razão de ter mencionado essas duas citações é exatamente por serem mais extremadas. Eu gosto desse tipo de pensamento mais extremo por acabar me colocando uma pilha pra poder atingir alvos mais elevados (não que eu creia que quanto mais me livrar das coisas mais espiritual serei, sei do erro de tal ensino). Mas, nem todos funcionam assim.

Mordomia cristã é realmente uma bela expressão. Dizer que somos mordomos com relação as bençãos recebidas, inclusive o dinheiro, é algo muito interessante.

Só queria tentar voltar um pouco ao título do artigo. Como meu irmão quis dar a entender, o problema atual não é verdadeiramente atual né. As palavras de Lutero são tão reais pra nós hoje que é algo assustador. E pensar que isso se passou pouco menos de 500 anos atrás. Creio que a pergunta que fica é por que ainda vivemos num contexto parecido (não sei se pior ou melhor)?

Não sei quão profundamente a Igreja pode mudar a sociedade, sempre acabo pensando assim quando chega nesse assunto mais econômico, mas isso porque penso diante da minha fraqueza. Porém, pensemos em alguns acontecimentos cruciais para sociedade que foram originados pela Igreja ou por algum movimento na Igreja. Neste momento me lembro de dois especificamente. Independência dos Estado Unidos, foi algo fortemente impulsionado pelo avivamento ocorrido com Jonathan Edwards. Não foi algo ocorrido intencionalmente e pré-meditado, mas é algo que ocorre como consequência de um entendimento melhor da sociedade por parte dos cristãos (a Inglaterra estava cobrando impostos altíssimos, ou seja, muita injustiça comercial, como Lutero asseverou). Consequentemente houve a Constituição dessa nova nação, uma constituição que foi muito baseada na forma de governo das igrejas presbiterianas. Não é incrível que uma nação possa ser regida por uma forma de governo baseada em uma denominação tão bem fundamentada biblicamente? Imaginem o impacto que isso causou na sociedade americana.

O outro acontecimento foi a abolição da escravatura. William Wilbeforce, um único cristão, mas com Deus enfrentou todo o sistema da escravidão. Seria como se um só cristão hoje em dia enfrentasse o problema do trabaho ilegal no mundo inteiro e vencesse (talvez ainda mais do que isso). Sei que ele não estava totalmente sozinho, mas a voz dele foi a determinante (humanamente falando).

Quem tiver mais exemplos, por favor mencionem.

Digo isso porque aparentemente os cristão reformados não conseguiram vencer o monstro do capitalismo, pior ainda, tem muita gente culpando Calvino por ter impulsionado o capitalismo. Sei da inocência de Calvino quanto a isso, mas o que dizer daqueles que se seguiram a ele? O que dizer de nós? Se não temos a pretensão de mudarmos a sociedade brasileira, o que dizer da nossa igreja? POr que o problema ainda é atual?

Como no caso que eu citei dos Estados Unidos, a coisa só aconteceu como resultado de um bom entendimento, que veio através de uma vida piedosa. Paulo, no início de Romanos, fala sobre impiedade e injustiça. A solução da injustiça não é a justiça diretamente, mas a solução está na piedade. Ou seja, o nosso relacionamento com Deus (piedade ou impiedade), refletirá na sociedade que vivemos (justiça ou injustiça), seja em âmbito nacional ou na nossa pequena igreja. E essas mudanças sociais começam com as individuais.

Vale a pena pensarmos "a nível de" valores. O que nós valorizamos? Com sinceridade, muitas vezes eu me vejo valorizando coisas como: sair pra comer, algumas roupas e a minha possível casa no futuro. Essas coisas possuem valor, mas o valor deve ser proporcional a aquilo que a Bíblia diz que elas valem, ou seja, não andem ansiosos por nada disso. E infelizmente algumas vezes me vejo ansioso por coisas como essas e por isso, desaprecio a mordomia.

Talvez eu escrevi demais e sem muita sequência lógica hahaha. Mas foi o que me veio a mente. Abraços.

caioperes

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Resposta

Mensagem  Daniel em Ter Mar 04, 2008 6:42 pm

Caio,
concordo com você que pender para este lado é melhor do que para o outro. Certamente ele nos desafia mais a dedicarmo-nos às coisas do reino.
Quanto ao assunto do tópico, creio que, na verdade, a igreja é a única que pode mudar a sociedade. Não a igreja enquanto instituição, mas enquanto corpo de Cristo, representada pelos que nasceram de novo.
Nosso problema é antigo e veio da Idade Média. A divisão entre sagrado e secular provocou uma tragédia na história. Por mais que, teoricamente, essa divisão seja católica, na prática nós vivemos o tempo todo com essa praga de divisão. Achamos que coisas relacionadas à igreja (instituição) são sagradas e as demais coisas são seculares. Isso é um problema, porque quando pensamos assim, desprezamos tudo aquilo que está fora das quatro paredes, achando que não são de nossa responsabilidade.
Toda mudança social significativa veio, na história, da presença da verdadeira Igreja de Cristo na terra. Os avivamentos nada mais foram do que uma igreja engajada em mudanças sociais, a partir de uma vida pautada no Evangelho, para a glória de Deus. Perdemos de foco o fato de que nós somos sal na terra e luz no mundo. Olhamos a injustiça social e culpamos o PT e Cia, olhamos a marginalidade e culpamos a burguesia (até rimou) e assim caminhamos, cantando louvores nas nossas igrejas.
O problema atual é antigo, porque a igreja sempre teve dificuldade de entender seu papel no mundo.
O que precisamos é de um avivamento. Não essas loucuras que acontecem por aí, mas avivamentos com os do século 18, 19 e começo do 20, nos EUA e Grã-Bretanha, quando as sociedades eram realmente impactadas pelo poder do evangelho. Naqueles dias, a criminalidade baixava, os bares esvaziavam, os prostíbulos se fechavam e as cidades eram redutos de paz. De quem é essa responsabilidade? Nossa. Porque problema social é problema do povo de Deus. Infelizmente ainda somos o povo do sagrado/secular. Ficamos com o sagrado (que é mais gostoso) e deixamos o secular para o diabo e seus anjos, o que é uma falha. Creio que as coisas só começarão a mudar quando pararmos de olhar o mundo sob esse prisma dual (sagrado/secular) e entendermos que tudo é sagrado, a partir do momento que o povo santo de Deus se envolve. Grande abraço, vaso.
Ps: Estamos voltando ao ritmo

Daniel

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A situação da sociedade atual é individualista.

Mensagem  Fabio em Qua Mar 05, 2008 9:00 am

O que me chama mais atenção quando penso no assunto é a questão da individualização do ser humano.
O homem nasceu para não viver só e na nossa sociedade atual o que o homem mais quer é viver sozinho.
Todos em busca de seus objetivos visando única e exclusivamente os seu interesses.

Quando o Ari foi dar o estudo de Romano 9 ele fala que para começarmos a entender o que o texto diz, nós teríamos que pensar de um modo ORIENTAL onde a coletividade é muito mais presente do que na cultura ocidental. Essa coletividade é um pensamento que está muito longe de nossa sociedade.

Lembro tb da aula do curso que tivemos com o Marcos(JV) onde ele dizia que o Deus criou o homem para: Adorar, trabalhar e Recrear. Hoje temos tudo isso distorcido. O trabalho que seria apenas uma fonte para nos alimentar virou uma fonte de ADORAÇÃO. A recreação que seria um hora de descontração, contemplação levamos tão a sério que não admitimos perder nunca tornando-se um TRABALHO. A nossa adoração que deveria ser um momento exclusivo entre nós e Deus mas nós RECREAMOS esse momento.

A nossa sociedade atual está completamente infectada por nossa herança cultural maléfica, por nosso individualismo, por nossa ganância e principalmente por falta de conhecer quem Deus é e o seu propósito quanto a criação.


Pensava até pouco tempo atrás que política não poderia se misturar com "religião".
Penso hoje que a única maneira que temos para que a nossa sociedade se regenere por inteiro é que cristãos genuínos assumam o poder.

Fabio

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Eu voto no Fábio

Mensagem  Daniel em Qua Mar 05, 2008 9:25 am

Vaso, se você estivesse concorrendo a algum cargo eu votaria em você, depois desse discurso...hahahaha. Eu concordo: Nossa sociedade é extremamente individualizada. O problema nisso é que nós fomos criados por Deus como seres relacionais. Logo, quando buscamos o isolamento, estamos lutando contra nossa própria natureza. Daí, o caos se instaura em poucos minutos. Pensando nesse aspecto, penso que estamos piores do que em outras épocas. Isso, porque hoje nós temos infinitamente mais coisas do que antes para nos distraírmos e nos livrarmos do outro. Não precisamos ir muito longe. As praças muito frequentadas há algumas décadas já não funcionam mais; a mesa e jantar já é dispensável porque cada um come em seu quarto. O trabalho facilmente se resolve, à medida em que, a cada dia, mais pessoas trabalham de suas próprias casas, pelo computador, etc... Essas são somente algumas ferramentas que, se por um lado trouxeram melhoras pra nossa sociedade, por outro bombardearam nossos relacionamentos.
A maior prova disso é a crescente intolerância para com as diferenças. Uma pessoa que pisa no seu pé pode ser morta, se você estiver armado, pois a mentalidade vigente é: não preciso de nada nem de ninguém; eu me basto!
O negócio está fincando feio, vasos. Aquele abraço! Daniel

Daniel

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Sou Candidato

Mensagem  Fabio em Qua Mar 05, 2008 9:31 am

Antes de votarem em mim preciso de $ para a campanha.
Os vasos poderia depositar os valores em minha conta-corrente.

Abraços

Fabio

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isto

Mensagem  caioperes em Qua Mar 05, 2008 10:20 am

A gente tá falando sobre como podemos transformar a situação atual com relação as diferenças sociais e os abusos econômicos.

Sei que esse assunto é algo gigantesco e concordo com o a Fábio quando fala sobre a política e com o Daniel quando fala sobre todo o contexto histórico do sagrado/secular. O problema está enraizado e bem profundamente e é exatamente por isso que a única forma real de mudar isso é através do conhecimento de Deus que traz a transformação pessoal. Normalmente isso causa maior impacto quando acontecendo num maior número de pessoas (avivamentos como o Daniel disse).

Todos aqui e os que não estão aqui, mas devem estar pelo menos lendo os textos, são cristãos. Se somos cristãos e temos tido um bom conhecimento de Deus, ou seja, nossas vidas foram transformadas (por mais que eu entenda que há um processo progressivo nesse conhecimento e nessa transformação), estamos agindo com coerência? Não quero acusar ninguém, nem tenho segundas intenções quando digo isso. Mas é que ao meu parecer, por sermos cristâos, aquele problema mais profundo e enraizado, em nós não deveria mais existir e se isso já se foi o que está faltando para que vivamos dando valores corretos as coisas?

O que o Fábio falou sobre o trabalho, a recreação e adoração é totalmente verdadeiro. Essas coisas mais práticas é que devem nos levar aos questionamentos. Como o Fábio mesmo disse sobre o ideal dessas três coisas e aquilo no que elas se tranformaram. Talvez eu acrescente na adoração, a responsabilidade social, ou seja, não só aquele momento de intimidade com Deus, mas também o momento de fazer algo para Jesus (dar um copo de água, vestir, acolher etc. contexto em que Jesus retrata o dia do julgamento). Temos que pensar se nas nossas vidas temos dado o valor correto para as coisas.

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Resposta ao Caio

Mensagem  Daniel em Qua Mar 05, 2008 10:46 am

Caio, concordo plenamente com tudo o que você falou. A única coisa que gostaria de mencionar é que "o problema profundo e enraizado que deveria deixar de existir" só vai ser eliminado cabalmente na glória. Concordo plenamente com você e entendo que o cristão está anos luz (ou pelo menos deveria) na frente do ímpio, pois o ímpio ainda é escravo do pecado, enquanto o cristão não o é e pode fazer as coisas para a glória de Deus. Acontece que, enquanto a poluição do pecado ainda existir em nós, difícil será ver esse tipo de problema eliminado. Tem uma frase do Ari, que fala sobre isso, que é muito interessante: primeiro Deus nos tira do inferno e depois ele tira o inferno de dentro da gente. Por mais que nossa retirada do inferno seja instantânea, no momento em que somos regenerados, a retirada do inferno de dentro de nós é paulatina e progressiva, razão pela qual ainda não conseguimos nos ver livres por completo deste "problema profundo e enraizado".
Claro que isso não é aval para vivermos de qualquer maneira. Todavia, também precisamos nos lembrar de que aquele que começo a boa obra é fiel para completá-la ATÉ O DIA DE CRISTO JESUS. Ou seja, até lá o inferno estará sendo retirado de dentro de nós. Só naquele dia os problemas enraizados sermão plenamente extirpados de nós. Aquele abraço! Daniel

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Entendendo o Caio

Mensagem  Fabio em Qua Mar 05, 2008 11:17 am

Eu acho que o que o Caio quer dizer é o seguinte:

"Legal, o discurso é lindo, mas e nós (pessoal do fórum) será que estamos agindo conforme as nossas teorias?"

Eu respondo: NÃO

Acredito eu, por 2 motivos:
Primeiro pela nossa imensa "cara de pau" de falar uma coisa e agir de uma outra maneira.
Segundo pelo que o Daniel expôs sobre a frase do Ari, estamos em processo da retirada do inferno de nós.

Acho que o que devemos fazer é nos dar liberdade suficiente para que quando um de nós estivermos indo para uma lado que diferente de nossos discursos cristãos o outro venha e tenha a liberdade de dar um "presta atenção". Sempre lembrando que temos que respeitar o TIME de cada um de nós.

Todos aqui estão autorizados a me dar um "presta atenção".

Fabio

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Concordo

Mensagem  Daniel em Qua Mar 05, 2008 11:28 am

Vasos, concordo com o que o Fábio falou. Acho, inclusive, que esse espaço é exatamente para isso. Assim como ele, também dou aval para quem quiser dar um presta atenção. Caio, quando respondi ao seu texto, o fiz porque sei que existe muita gente com um falso moralismo apresentando aqueles dicursos clichÊs e achando que devem chamar todo mundo de raça de víboras. Por mais que não te conheça pessoalmente, ainda, nossas conversas por aqui me fazem ter certeza de que esse não é o seu caso. Concordo com você e acho que a gente deve ser mais vigilante quanto à nossa comodidade em relação ao pecado mesmo. Abraços a todos. Daniel

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análise

Mensagem  caioperes em Qua Mar 05, 2008 12:15 pm

É, então, eu queria dizer isso mesmo. Acho muito importante fazer a análise da sociedade e ver onde está o erro e tal. Gosto muito disso, mas creio que para nós, pelo menos acho isso, devemos olhar para nós mesmos, nos perscrutar para ver se estamos amoldados a sociedade ou se estamos em conformidade com o viver cristão.

Eu disse que estávamos em um processo contínuo e progressivo. Por isso, concordo sim com o que o Daniel disse sobre a questão de nos vermos livres somente na glória.

Tentando me fazer entender na prática. Diria o seguinte como um exemplo, algo que ocorre na minha vida. Quando eu vou recebendo o meu "salário", os meus primeiros pensamentos acabam sendo referentes ao que EU vou pagar ou comprar pra MIM. Enquanto eu acho que um dos primeiros pensamentos que deveriam vir a minha mente é quem eu posso ajudar, ou como posso ajudar tal pessoa.

Com relação que Lutero disse sobre aquela máxima dos comerciantes, eu acho que sobre a forma como administramos (falo mais por mim e não por todos) o nosso dinheiro, agimos da mesma forma, no sentido que pensamos como podemos usufruir ao máximo do dinheiro para satisfazer aquilo que Eu quero. Por isso o dízimo faz tanto sucesso eu acho, as pessoas vão usufruir os outros 90 por cento ao máximo, mesmo que não tenham a necessidade de se fazer assim. Quanto a mim, eu gostaria muito de pensar de uma maneira oposta, pensando o quanto eu posso TIRAR da minha satisfação pessoal para DOAR para quem precisa mais.

Com certeza isso é difícil e eu jamais direi que sou um bom exemplo nisso, mas quero batalhar pra conseguir melhorar. Acho que se conseguirmos agir bem com o dinheiro, nesse sentido que disse, o agir com responsabilidade social em ações reais ficará mais fácil.

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Mais claro

Mensagem  Daniel em Qua Mar 05, 2008 12:37 pm

Caio, confesso que agora ficou mais claro para mim o que você estava dizendo. Concordo plenamente com você e também acho que não sou o melhor exemplo para isso. Todavia, o exercício tem de ser esse mesmo. Spurgeon doava 70% da arrecadação da igreja para missões. É impressionante isso! Realmente nós somos muito apegados às coisas materias e, lamentavelmente, por causa da realidade na qual vivemos, muitas vezes não nos damos conta disso. Algo que é luxo passa, em pouco tempo, a ser tratado como necessidade. Estamos reféns de um sistema tirânico e maligno que nos faz pensar em nós mesmos o tempo todo, e que se dane o resto. Temos de vigiar, pois aquele texto (Mt 25) que vc citou em outra msg é muito real. "Tudo aquilo que fizerdes ao um dos pequeninos, a mim o fizeram" É vaso, precisamos da graça de Deus para não confundirmos capricho com necessidade e vivermos da maneira correta.
Ps: Achei muito interessante sua idéia de que damos 10% com prazer porque achamos que com isso podemos fazer o que quizermos com os outros 90%. lamentavelmente essa é a realidade, Precisamos orar ensinar e principalmente agir para revertermos esse quadro. Abç

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O negócio tá pegando fogo!!!

Mensagem  Renato em Qua Mar 05, 2008 1:10 pm

Caramba!!! eu fiquei uma manhã sem entrar no fórum e já estou completamente desatualizado?! hehehehehe Tá fogo hein vasos!?

Então, li todas as respostas e posso dizer que estou muito contente com o que vocês escreveram, quando criei esse tópico era exatamente esse tipo de foco que eu imaginei. è muito bom poder ler as opiniões de vocês - estão cheios de azeite e conhecimento hein!!!

Bom... concordo com tudo o que vocês escreveram até agora. Uma coisa que já foi dita, e que eu acho que merece muita atenção e meditação, é a questão do avivamento. Esses dias esse assunto tem me feito meditar um pouco sobre nossa situação em relação à ele. Nós precisamos demais de um avivameto genuíno. Precisamos de crentes cheios do Espírito, não pra entreter os "picadeiros" das Igrejas com "palhaçadas" - pra mim isso nem tem a ver com o Espírito Santo. Precisamos que o Espírito Santo nos dê capacidade pra enfrentar toda essa situação que o Lutero descreveu em sua época e que vivemos nos dias de hoje. Essa é uma necessidade explicita da sociedade de hoje e se não vemos nada acontecendo, como já falaram, é culpa da Igreja, a culpa é nossa! Precisamos desse avivamento que transforma, de forma milagrosa, a sociedade. Não algo que arranque o mal - como também já falaram, isso só na glória - , mas algo que faça frente ao mal, que o detenha. Só o ES pode nos encher para nos capaciatr a fazer isso.

Obs.: achei muito relevante o que o vaso Daniel disse à respeito da divisão "Igreja/Secular", isso é realmente uma praga dentro da Igreja de Cristo.

É muito bom compartilhar esses assuntos com vocês!!!

Abraços à todos!

Renato
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Opa... esqueci de uma coisa

Mensagem  Renato em Qua Mar 05, 2008 1:43 pm

Esqueci de falar sobre uma coisa muito importante e que eu acho que vocês já até mencionaram. Um verdadeiro avivamento só pode acontecer com pessoas que têm uma experiência verdadeira de conversão, pessoas que realmente despertaram para a verdade de Deus e Seu Filho e que tiveram uma experiência pessoal em relação à isso. Essa é a forma como as Escrituras ensinam, somente assim uma pessoa pode ser cheia do Espírito Santo e, consequentemente, capacitada.

Outra coisa que eu esqueci e que acho importante. Levando em conta que há uma progressão do conhecimento e revelação de Deus, como vocês já citaram, acho realmente frustrante que a Igreja viva o mesmo problema em 500 anos de história. Todo os problemas econômicos que enxergamos hoje tem pelo menos 500 anos e eu me dei conta disso lendo esse artigo sobre o Lutero. Acho que a Igreja nunca será capaz de erradicar o mal, como já disse antes, mas acho que poderíamos estar enfrentando outros problemas atualmente, mas estamos enfrentando o mesmo problema de 500 anos. Tavez isso nos mostre o quanto somos culpados e quanto o falso ensino dentro das Igrejas tem afetado o mundo.

Acho que agora acabei... hehehehe

Abraços!

Renato
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praxis

Mensagem  caioperes em Qua Mar 05, 2008 5:56 pm

Fico feliz por estar me fazendo entender. Sou uma pessoa que gosta de pensamento abstrato, análises, temas etc. Não sou prático, mas a minha vida neste momento, graças a Deus, tem me feito pensar na prática, pelo menos com relação a este assunto. Sendo assim, há uma confusão na minha mente que gosta do abstrato e na minha vida que tem sido bem prática. Talvez por isso seja um pouco difícil pra eu fazer os outros entenderem o que se passa na minha cabeça haha.

Quero continuar falando sobre a prática. Queria muito falar sobre a questão do avivamento também, mas talvez isso nos leve a um outro tópico. Isso que o Daniel falou da igreja do Spurgeon é realmente impressionante. A minha experiência em missões está me dando muitas coisas pra pensar. Por exemplo, a grande maioria de missionários brasileiros aqui na Jocum não tem sustento suficiente para pagar uma mensalidade de 280 reais. Creio que as pessoas frequentadoras de igreja se acostumaram a dar seus dízimos e ofertas, mas se esqueceram pra que exatamente fazem isso. Obviamente que se as igrejas aplicassem melhor este dinheiro a situação seria diferente. Porém, não creio que exista na igreja um senso de responsabilidade pessoal. Digo isso porque creio que seja muito difícil acontecer o que, graças a Deus aconteceu comigo, de pessoas se responsabilizarem pessoalmente com o trabalho que eu faço. Ou seja, além das ofertas eles ainda me ajudam diretamente, sem a necessidade do "repasse" da igreja. Essa é a melhor maneira de se sustentar missões, ao meu ver.

Não só missões, a responsabilidade pessoal com relação aos irmãos deve ser algo praticado na igreja. Por exemplo, será que é prática normal nas igrejas que o rlacionamento entre irmãos seja tão íntimo a ponto de um poder compartilhar as dificuldades financeira e receber a ajuda do outro? Acho que se existir, é muito pouco. Normalmente isso acontece de uma forma muito ruim, um irmão nem tem intimidade com o outro e se aproxima só pra pedir dinheiro (infelizmente temos exemplos assim). Obviamente que a culpa disso acontecer está nos maus exemplos e por isso muitos irmãos desconfiam da honestidade do outro. Mas também porque o irmão rico não dá nenhuma liberdade para o irmão pobre, exatamente por saber que esse tipo de situação possa acontecer.

Não quero excluir o Daniel disso, mas é que pra mim é bem proveitoso falar sobre a Igreja da Fé Cristã. Eu creio que na nossa igreja deveria haver muito mais situações onde um irmão ajuda o outro financeiramente de forma direta. não só com relação a missões, como tem acontecido no meu caso, mas também com relação aos membros da igreja. Mas para isso é necessário comunicação, compartilhar, dar oportunidades (até parece esquea de culto das assembléias hahaha).

Infelizmente, a Igreja se tornou o meio de campo nessa questão e por isso as pessoas só ajudam financeiramente a Igreja como organização e a Igreja é que se vira para ajudar os indivíduos. A Igreja deve manter esse papel, mas as pessoas devem tomar para si essa prática mais direta das coisas. Uma coisa que acontece muitas vezes aqui e que eu acho bem legal é oferta específica. Alguém dá uma grana especificamente para pintar uma sala ou para comprar uma máquina de lavar. isso pdoeria muito bem acontecer dentro da igreja, algum irmão separa uma grana e dá pra um outro irmão ir comprar uma roupa ou pra sair pra comer com a esposa ou marido, sei lá. Isso seria uma prática bastante fortalecedora deste conceito de responsabilidade, sem criar aquele vínculo de dependência que é tão desvalorizante para que recebe quanto constrangedor para quem doa.

Fica aí o pensamento haha.

caioperes

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Praxis...

Mensagem  Renato em Qua Mar 05, 2008 7:44 pm

Bom... esse assunto colocado pelo meu irmão acho que é super importante de acontecer dentro da Igreja. Sem excluir o Daniel do assunto, como o Caio disse, posso ver que na nossa igreja isso até acontece de forma discreta, o que já é um grande avanço perto do que assistimos nas igrejas por aí. Acho que, basicamente, duas coisas atrapalham esse tipo de prática na Igreja - incluindo a nossa Igreja.

A primeira, e a principal, acho que é o fato de existir dentro da própria Igreja pessoas que ainda não tiveram uma experiência genuína de conversão e que, por consequência, ainda não se depararam com a verdade do evangelho. Pra citar um exemplo disso, posso falar de pessoas que frequentam nossa igreja a procura de um emprego ou uma solução de algum problema. Posso dizer com uma certa convicção que há pessoas cuja única causa que as faz saírem de casa para ir a igreja é "agradar" Deus para conseguir esse tipo de coisa. Penso que dificilmente pessoas com tal mentalidade vão ser capazes de ter o tipo de prática que meu irmão citou. O próprio objetivo da pessoa à impede de fazer algo nesse sentido. Elas estão preocupadas com os cuidados desta vida em relação à elas mesmas e até que elas realmente sejam regeneradas, essa prática não terá a participação delas.

A segunda, é algo que eu acho que atrapalha a todos nós e não penso que seja uma desculpa pra nossos erros, mas acho que nos influência bastante. Como o Fábio já comentou, o fato da nossa cultura ocidental ser extremamente individualista e ainda assim contar com uma força exagerada do capitalismo para piorar essa faceta, ajuda muitas vezes a nos tornarmos omissos à essa prática. Como daniel também já disse, dentro da própria família as pessoas se negam ao relacionamento, a sala de jantar virou só um ambiente a ser decorado. Como essa pessoa que não dá o seu relacionamento, vai ceder seu dinheiro? Como fazer essa pessoa praticar isso na igreja? Como eu disse isso não pode ser nossa desculpa, mas que isso nos atrapalha muito, atrapalha. Esse é o sistema que nos cerca; onde vivemos. Acho muito importante lutarmos contra isso e falo isso pra mim mesmo - estou a disposição pra tomar um "presta atenção" dos vasos... hehehehe.

Abraços aos heréges!!! hehehe

Tirei tudo isso de IIHeresiástes 2;13-20

Renato
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Mensagem  Daniel em Qui Mar 06, 2008 6:45 am

Vasos,
concordo com o que foi dito pelo Caio e pelo Renato. Infelizmente não vivemos em nossa realidade evangélica atual o que poderíamos e deveríamos viver a nível de desprendimento das coisas terrenas e apego às celestes. Na verdade, isso não é um problema atual. Desde que Deus começou a resgatar vidas das trevas e estabeleceu um povo que se chama pelo seu nome as coisas são assim. Penso que são assim pelas seguintes razões:

1. O inferno ainda está sendo tirado de nós, como falado anteriormente.
2. A Igreja é composta por lobos e cordeiros, bodes e ovelhas.
3. A luta contra a nossa carne, o mundo e o diabo é árdua e desafiadora.
4. A crise evangélica faz com que não conheçamos o evangelho puro e simples e, consequentemente, ignoremos as coisas importantes da vida com Deus.

Mordomia cristã é uma doutrina básica de nossa fé. Todavia, pelos fatores mencionados acima, a ignoramos quase que por completo. Achamos que, como o Caio falou, os 90% que restam são nossos e fazemos dele o que desejamos. Temos dificuldade de administrarmos os bens que nos foram concedidos por Deus para o engrandecimento do Reino. Realmente isto é algo que precisamos frisar em nossas igrejas. A importância de ofertarmos é crucial, até porque existem pessoas para as quais as nossas pequenas ofertas são grandes bênçãos.

Ps1: Renato, também acho assustador pensarmos que temos os mesmos problemas de séculos atrás. Isso é lamentável mesmo. Na verdade, eu diria que, enquanto evangélicos, somos quase a Igreja Medieval: vendemos indulgências, separamos a igrea em clero e laicato, vivemos com a idéia de sagrado/secular, distanciamos a palavra do povo... o caminho é estreiro, vaso... tem que fazer jejum!!!

Daniel

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